"A Vida é bela.Gostaria de a viver mil vezes." (Beethoven)

13
Jan 10

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,

seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,

já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.

Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.

A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa.

Dói também...
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.

Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.

É que, sem se darem conta, não querem se desprender.

Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida...

Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega.

Faz parte de nós.

Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,

que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível.

Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo' propriamente dita.

É uma dor que nos confunde.

Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra.

A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais,

mas interessa o amor que sentíamos por ela,

aquele amor que nos justificava como seres humanos,

que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.

É o arremate de uma história que terminou,

externamente, sem nossa concordância,

mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo.

Martha Medeiros

publicado por carla grileiro às 13:05

comentários:
Bom dia!
É dôr de Amar mas o tempo ajudabeijokas e espero que seja só um texto... pode-se aplicar a muito tipo de Amor
Lina a 13 de Janeiro de 2010 às 14:16


Beijinho, Carlinha
Nela a 13 de Janeiro de 2010 às 14:40

olá, um beijinho amiga
Isa a 13 de Janeiro de 2010 às 14:41

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