"A Vida é bela.Gostaria de a viver mil vezes." (Beethoven)

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Mai 09

Imagem Histerectomia

 

Tipos de histerectomia

 

Antigamente, o único tipo de histerectomia de que as mulheres dispunham era a histerectomia abdominal total (remoção do útero e do colo uterino através de uma grande incisão abdominal). Mas hoje, o desenvolvimento de instrumentos cirúrgicos mais aperfeiçoados e de técnicas inovadoras permite realizar procedimentos menos invasivos, mediante os quais é possível remover o útero, mas que, por vezes, permitem preservar o colo do útero, os ovários e as trompas de Falópio. Os internamentos hospitalares, assim como os tempos de recuperação, também sofreram reduções.

Embora algumas patologias possam exigir a utilização de técnicas específicas, é importante saber quais são as opções disponíveis e conversar sobre elas com o seu médico.

Existem quantas formas de realizar uma histerectomia?

Histerectomia total abdominal, ou aberta

Histerectomia vaginal

Histerectomia supracervical laparoscópica (HSL) - um procedimento minimamente invasivo e menos traumático, de onde resulta um tempo de recuperação mais curto

Laparoscopic supracervical hysterectomy (LSH) - a minimally invasive and less traumatic procedure resulting in a shorter recovery time


Histerectomia abdominal total, ou aberta - a histerectomia "tradicional" - inclui a remoção do útero e do colo uterino (com ou sem remoção dos ovários ou das trompas de Falópio) através de uma grande incisão abdominal. É o tipo de histerectomia mais invasivo, e também o mais vulgar. A histerectomia abdominal total pode ser recomendada no caso de a paciente ter fibromiomas muito grandes que não tenham respondido à terapêutica hormonal ou que sejam difíceis de remover vaginalmente. Também pode ser o método de preferência se sofrer de endometriose grave (tecido de revestimento do útero for a do útero), infecções pélvicas, cicatrizes de cirurgias pélvicas anterior ou alguns tipos de cancro.

A histerectomia abdominal total é realizada sob anestesia geral ou regional, e requer um internamento hospitalar de 3-6 dias e um período de recuperação longo (até 6 semanas). Este tipo de histerectomia deixa uma cicatriz visível no seu abdómen.

É realizada uma incisão com cerca de 10 a 15 cm que atravessa o abdómen. Imagem Histerectomia abdominal total A
Este tipo de histerectomia deixa uma cicatriz visível no seu abdómen. Imagem Histerectomia abdominal total B
É feita a remoção do útero e do colo do útero. Imagem Histerectomia abdominal total C

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A Histerectomia vaginal é um procedimento que mediante o qual o útero e o colo do útero são removidos através de uma incisão feita profundamente no interior da vagina. É este, normalmente, o método escolhido para tratar o prolapso uterino-vaginal, podendo também ser utilizado para ajudar a tratar o cancro do útero ou o cancro do colo do útero numa fase precoce.

É feita uma incisão dentro da vagina, com o objectivo de remover o útero e o colo. Imagem Histerectomia vaginal

A histerectomia vaginal pode ter como resultado menor desconforto no pós-operatório do que a histerectomia abdominal total. Entre outras vantagens incluem-se um tempo de internamento hospitalar (1-3 dias) e um tempo de recuperação (4 semanas) mais curtos, assim como ausência de cicatriz visível. No entanto, a histerectomia vaginal não é apropriada se estiverem presentes fibromiomas de grande dimensão. O procedimento pode ser realizado sob anestesia geral ou regional.

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A Histerectomia vaginal assistida laparoscopicamente (HVAL) é semelhante a uma histerectomia vaginal (o útero e o colo do útero são removidos através de uma incisão profunda no interior da vagina), mas também inclui a utilização de um laparoscópio (um telescópio estreito, com luz) que é introduzido através de uma pequena incisão feita no umbigo.

O cirurgião remove o útero e o colo do útero através de uma incisão feita no interior da vagina, auxiliado por um laparoscópio, que é introduzido através de pequenas incisões abdominais. Imagem Histerectomia vaginal assistida laparoscopicamente (HVAL)

A utilização de um laparoscópio permite que a região superior do abdómen seja inspeccionada cuidadosamente durante a cirurgia e permite ao cirurgião realizar parte da cirurgia através de pequenas incisões. À semelhança do que acontece na histerectomia vaginal, a HVAL normalmente não pode ser realizada se estiverem presentes fibromiomas de grandes dimensões. O internamento hospitalar e o tempo de recuperação são semelhantes aos de uma histerectomia vaginal simples. A combinação do método de histerectomia vaginal com a técnica laparoscópica requer mais perícia em termos de execução e mais tempo na sala de operações do que os procedimentos de histerectomia abdominal total ou vaginal.

Uma técnica cirúrgica mais recente, e ainda menos invasiva e menos traumática, denomina-se histerectomia supracervical laparoscópica.

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A histerectomia supracervical laparoscópica (HSL) é uma opção cirúrgica recente que utiliza apenas laparoscopia para remover o útero, deixando o colo do útero intacto. Durante o procedimento, um laparoscópio e instrumentos cirúrgicos de pequenas dimensões são introduzidos através de pequenas incisões feitas no umbigo e no abdómen. Utilizando estes instrumentos, o cirurgião consegue separar cuidadosamente o útero do colo do útero, removendo-o, em seguida, através de uma das incisões. Como esta técnica implica menos cortes e menor manipulação dos tecidos, são menores as hipóteses de ocorrerem lesões noutros órgãos internos, como, por exemplo, a bexiga.

A HSL é menos invasiva do que a tradicional histerectomia "aberta". Esta técnica foi desenvolvida com o objectivo de reduzir a dor e o trauma, minimizar as cicatrizes e encurtar o tempo de recuperação. O procedimento pode ser realizado em regime de ambulatório, sob anestesia regional (espinal ou epidural), o que significa que a paciente poderá ir para casa descansar confortavelmente passado 24 horas e retomar as actividades normais ao fim de menos de uma semana (6 dias, em média).

Além disso, a HSL preserva o colo do útero, o que é importante, uma vez que alguns trabalhos de investigação sugerem que esse facto pode ajudar a reduzir o risco de prolapso do pavimento pélvico, incontinência urinária e outras complicações que estão associadas às histerectomias totais.

No entanto, como o colo do útero é preservado, tem de estar preparada para continuar a fazer todos os anos as citologias de despistagem do cancro do colo do útero. Além disso, este procedimento pode não ser apropriado se tiver fibromiomas muito grandes ou muito numerosos. À semelhança da HVAL, este procedimento requer uma perícia cirúrgica especial.

São feitas pequenas incisões no abdómen, com menos de 0,5 cm cada.
Utilizando um laparoscópio e instrumentos cirúrgicos de pequena dimensão, o cirurgião remove o útero através da abertura.
Este procedimento permite ao cirurgião deixar o colo do útero intacto. Imagem A histerectomia supracervical laparoscópica (HSL) 3

Se estiver a pôr a hipótese de fazer uma histerectomia, também pode querer mais informações sobre as técnicas que o seu médico pode utilizar para impedir a ocorrência de complicações, como, por exemplo, a formação de aderências.
 

publicado por carla grileiro às 10:31

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